quarta-feira, 4 de junho de 2008

BLOG: UMA FERRAMENTA PARA O JORNALISMO

Da literatura, passando pelo cinema e chegando ao jornalismo, os blogs simplesmente inundaram a rede mundial de computadores, realidade que acabou trazendo uma nova faceta para os meios de comunicação, um sinal claro de que são e continuarão a ser agentes fundamentais da transformação midiática dos próximos anos.
A imprensa tradicional procura agir com cautela. Não é a primeira vez na história da comunicação – tampouco será a última – que uma nova ferramenta ou meio procura colocar em xeque o seu próprio futuro. No entanto, fica impossível ignorar que, desta vez, o fenômeno digital atinge em cheio o coração do fazer jornalístico.
A cada minuto milhares de blogs são criados na rede, num ritmo de crescimento cuja conseqüência ainda é mistério para os meios de comunicação.
Não demorou muito para que, em meio a tanto barulho, um ruído em especial chegasse, finalmente, aos ouvidos atentos dos profissionais de comunicação, deixando um recado muito claro: acabou a exclusividade do jornalista quanto á divulgação de informações. O fluxo da notícia, até então um monopólio de profissionais acostumados à via de mão única da comunicação, passa a ter um novo personagem, desafiando princípios consolidados da estrutura midiática e convidando o jornalista para um curioso debate, por que não, com o seu leitor.
O blogjornalismo também já saiu do estagio embrionário no Brasil. Profissionais consolidados da imprensa nacional, como Fernando Rodrigues, José Roberto Toreto e Ricardo Noblat são alguns exemplos do espaço cativo que os blogs conquistaram no meio digital, sinalizando o potencial da nova ferramenta.
Discussões comerciais à parte, é certo que a maior revolução trazida pelos blogs toca não apenas nas relações operacionais dessa indústria da informação, mas mais precisamente nos processos de produção da notícia e de seus agentes.
Ironicamente, o acesso cada vez mais fácil à informação não significa, necessariamente, mais conhecimento. O estudo “O estado da imprensa, em 2006” foi preciso ao mostrar que, embora o número de canais on-line e o volume de informações tenham crescido assustadoramente nos últimos anos, populações de países como os Estados Unidos estão cada vez menos informadas. Isso porque, segundo o relatório, os meios eletrônico e impresso tendem a fazer uma cobertura limitada a poucos assuntos, devido à onerosa estrutura necessária para ampliar esse alcance. A situação acaba gerando o que o editor do Projeto pela Excelência do Jornalismo (Project for Excellence in Journalism), tom Rosenstiel, já classificou de “ilusão da informação”.
È neste momento que os blogs, mais uma vez, podem se tornar ainda mais atraentes, oferecendo maior diversidade e combatendo uma suposta pasteurização da cobertura jornalística.
A visão de que ficaria para os jornais impressos a função de divulgar o “aprofundamento das notícias”, enquanto a internet estaria mais atrelada ao efêmero, já não faz o menor sentido. Na realidade, até hoje não se criou nada mais dinâmico e estruturado como o meio digital para lidar como o acesso ilimitado a conteúdos relacionados. Está na internet a notícia dada minuto a minuto. E por trás dela, toda e qualquer informação sobre o tema que o usuário queira buscar.

Fonte: Resumo do capítulo 3 do livro Hipertexto, Hipermídia: as novas ferramentas
De Pollyanna Ferrari (Organizadora) – São Paulo: Contexto, 2007

Um comentário:

Joyce disse...

Adorei seu blog Gi...
=]
qnd eu puder eu semprevou dar uma passadinha aqui e ver se vc atualizou...

=**

bjus
t adoro!